5.6.17

Sobre amores que criam raízes

Eu queria tomar um café no céu do mundo quando me apaixonei.
Era delicado o amor e todas as suas promessas.
O mais sensato era não pensar e, quando pensar, pensar que esse pensar não é nada de mais não.
Tinha um refrão no meio da nossa história que dizia para o amor chegar devagar.
E eu não entendi nada quando ela me mandou aquela música porque eu sempre fui daquelas que chega depressa e arromba a porta se for embora.
Eu não amei da primeira vez. E isso me intrigou.
Era bom, mas era brando.
Era manso o jeito de ela me olhar e e eu tinha pressa para saber o que era aquilo.
E fui querendo conhecer o labirinto todo e evitei a saída.
Me danei.
Quando olhei para baixo: meu pé estava amarrado na terra dos que amam devagar.
Puxei-os com a força dos ventos de Iansã. E nada.
Sentei num tronco de árvore. Botei a mão no queixo e tô aqui esperando o amor passar.

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